DANIEL BRIAND: La vie est belle.
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Todas as crônicas são pessoais. Mas esta será ainda mais. E não irei me desculpar por isso, uma vez que tudo que temos é nossa existência pessoalmente construída em um mundo compartilhado.
Eu sou absolutamente apaixonada por cafés, eles ornam com minha estética de vida. Algo tranquilo, confortável e que tenha um quê de jazz suave.
Acho, inclusive, que muitas vezes essa paixão cumpre o papel de camuflar que, no fundo, eu sou apenas mais uma viciada e vivo para bancar o meu vício. Bom, tudo isso para deixar explicito que eu, que tanto amo café, por pura graça e malandragem da Vida, vim morar literalmente em cima de uma cafeteria.

E não é qualquer cafeteria, não! Antes das 8h, o delicioso cheiro de croissant e manteiga da Pâtisserie Daniel Briand sobe pela minha janela. Em um dia em que pude chegar mais tarde ao trabalho, me dei o luxo de tomar café da manhã aqui embaixo.
Em meio a ternos e gravatas, lá estava eu de chinela Havaiana (tô em casa, poxa).

Pedi ovos pochê, algumas coisinhas pequeninas de sal e doce, chocolate quente e café. Do que comi, os doces e comidinhas pequenas realmente tinham toques de alta gastronomia.
O ambiente agradável te transporta: entramos na toca do coelho e saímos em um país das maravilhas francesas. A equipe é muito solícita, amigável e (se meus ouvidos não me enganam) bem preparada para atender o público internacional.
Porém, mais do que falar do café em si, a vida tem me mostrado o que está para além do café, para além do Plano. Como funciona o dia a dia de uma famosa cafeteria? Como a forma que os funcionários são tratados influenciam na xícara quente na mesa? Como a pessoa famosa lida com o entorno, com os comércios locais e com as pessoas que dormem em sua porta quando o café vira apenas fachada e abrigo?
E preciso dizer: Daniel Briand é um grande humano.

Antes de me mudar, tive um breve encontro com ele e pude perceber que morar aqui não é por mero acaso; existe muita boa energia envolvida nesse processo.
Por motivos de eu ser uma ex-bolsista-universitária-que-acabou-de-ingressar-no-mundo-do-trabalho-formal, ainda não poderei criar uma constância em usufruir desse café, mas nada me impede de, vez ou outra, descer para pegar um macaron, porque eu até posso não ter dinheiro sobrando (ainda), mas mantenho minhas pequenas regalias, graças a Deus!
A vida me deu de presente estar em um lugar que me permite viver aquilo que amo fazer. Não apenas tomar o café, mas expandir minha existência por meio das relações em que o café é centro motivacional.
De todos os lugares em que eu poderia estar, estou onde eu deveria estar. Gostar e apreciar aquilo que está diante de si é um luxo.
A vida presta e ela é muito bela!
P.S.: Aviso importante! Nessa cafeteria não aceita cartão de crédito, caso você (como eu) só consiga se dar esses pequenos mimos porque o limite do Nubank confia cegamente em você.



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